Dogma
Define-se como “ponto fundamental e indiscutível duma doutrina”.
“Rigorosamente considerado, fora da Igreja Católica o dogma não existe. A palavra só impropriamente pode ser empregada, nos ensinamentos das religiões pagãs, por exemplo, porque nenhuma delas pretende ter uma doutrina invariável.
A parte da Teologia que encerra a exposição sistemática e racional dos domas é a Dogmática, que tem variado, no decorrer dos tempos, segundo o gênio dos teólogos e também segundo os diversos métodos filosóficos que lhe têm servido de moldura.
O primeiro ensaio de dogmática remonta a Orígenes, que, no século III, tentou uma síntese dos dogmas cristãos. Santo Agostinho, pensador não menos ousado, mas teólogo de uma ortodoxia mais segura, foi no Ocidente, o verdadeiro fundador da teologia dogmática.
Na Idade Média, os doutores da escola aplicaram à teologia os princípios e o método da filosofia de Aristóteles. A Súmula de Santo Tomás de Aquino é o resultado mais evidente desta tentativa”.
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Publicado por SaberMais.info em Abril 5th, 2008 na categoria Filosofia | Comments Off
Dialética
No sentido rigoroso da palavra, “dialética” significa a “arte de discutir”, mas durante os séculos cada autor lhe foi dando um sentido diferente. Para Zenão, considerado o seu inventor, é a procura da verdade por meio de perguntas e respostas, levando até à contradição a doutrina combatida. Para Platão é um diálogo como método de investigação científica e ciência das idéias e do ser em si. É o movimento da alma em busca da verdade. Para Aristóteles é a arte de dividir os conceitos em gêneros e espécies para poder examiná-los e discuti-los; força do raciocínio que conduz a opiniões prováveis. Para Sócrates é um processo da razão em busca da verdade, pela indução (partindo do que há de particular nas coisas até ao que elas têm de mais geral) e pela definição (mostrando na noção geral a verdadeira razão das coisas particulares). Para os estóicos é a própria lógica. Para Kant é uma lógica das aparências, o raciocínio ilusório. Para Hegel é o conjunto de conseqüências do pensamento, pelas quais a inteligência vai passando de conseqüência em conseqüência, sem se satisfazer com nenhuma até chegar ao fim.
Para alguns autores modernos é o meio de comunicar a outros a verdade que primeiro se descobriu por um exame feito conforme determinadas regras.
Segundo uma tradição histórica, que nos foi transmitida por Aristóteles, o fundador foi Zenão de Eléia (século V a.C.), em virtude de seus famosos argumentos sobre a impossibilidade do múltiplo e do movimento e em indireta defesa do ser único e imóvel do eleatismo. Portanto, em seu parecer histórico a dialética teria, assim, o sentido de argumentação combativa que prossegue nos sofistas e ressurge na dialogação socrática.
Durante os séculos foi perdendo o seu sentido original e com São Tomás foi confundida com a lógica.
Nos tempos modernos é usada por Marx como resultado de uma descrição empírica do real e não como seqüência de momentos especulativos.
Publicado por SaberMais.info em Abril 5th, 2008 na categoria Filosofia | Comente agora »
Determinismo
Princípio que constitui uma das bases de todo conhecimento científico e segundo o qual se afirma a existência de relações constantes e necessárias entre os fenômenos; (por extensão) doutrina filosófica que nega o livre arbítrio ou a influência pessoal na determinação do ato e o atribui à força de causas (internas e externas). Negação da liberdade humana, do livre-arbítrio.
Publicado por SaberMais.info em Abril 5th, 2008 na categoria Filosofia | Comente agora »
Abrilada em Portugal
Na História de Portugal, revolta ocorrida no dia 30 de abril de 1824, chefiada pelo infante D. Miguel (que contava com o apoio da mãe, D. Carlota Joaquina), contra o pai D. João VI.
O infante e sua mãe eram os princiapis agentes da contra-revolução absolutista e reacionária, cujo objetivo imediato era a abdicação de D. João em favor de D. Miguel, preterindo desse modo a D. Pedro I, então imperador do Brasil e irmão mais velho de D. Miguel. Nesse dia (30 de abril), sob o pretexto de que se tramava contra a vida do rei, D. Miguel, comandante-chefe do Exército, colocou tropas nas ruas e mandou pender ministros e personalidades liberais, terminando por cercar o palácio real, sob a alegação de que a vida de D. João se encontrava em perigo.
O rei, indeciso, mantinha-se na expectativa de que outros avançassem em seu nome. Houve protesto do corpo diplomático e a 9 de maio de 1824, simulando um passio a Caxias, D. João refugiou-se numa nau inglesa (a Windsor Castle). Em seguida mandou chamar D. Miguel, e após destituí-lo da chefia do Exército, ordenou-lhe que deixasse o país, restabelecendo a 14 do mesmo mês o seu governo
Publicado por SaberMais.info em Novembro 27th, 2007 na categoria História | Comente agora »
Guerra do Paraguai
Em 1862 assumiu a presidência da República do Paraguai o Marechal Francisco Solano López, que, segundo informa Souto Maior, “estivera algum tempo na França, onde conheceu Mme. Elisa Lynch, com quem regressou ao Paraguai, fascinado pelo Império de Napoleão II e disposto a transformar sua pátria numa potência militar”.
Realmente, em fins de 1864 achava-se o Paraguai armado como nenhum outro país sul-americano e na firme decisão de manter o “equilíbrio dos Estados do Prata”.
Favorecendo os blancos do Uruguai, colocava-se abertamente contra o Brasil. “O Uruguai estava a braços com a anarquia pela frouxidão dos governos. Os brasileiros do sul se queixavam ao governo imperial contra as incursões dos uruguaios através da fronteira, para depredar e roubar gados das ‘estâncias’ rio-grandenses. E, como o governo de Montevidéu não tomasse qualquer providência a respeito, forças brasileiras penetraram no território uruguaio, de acordo com os ‘colorados’ do general Venâncio Flores, e os ‘blancos’ tiveram de deixar o poder. Flores subiu à presidência do Uruguai. Solano López considerou aquele ato do Brasil como uma intervenção indébita e enviou nota sobre nota à Corte do Rio de Janeiro. Antes mesmo que qualquer solução fosse encaminhada, o governo de Assunção, capital do Paraguai, seqüestrou o navio de comércio brasileiro ‘Marquês de Olinda’, que subia o Rio Paraguai, em demanda do porto brasileiro de Corumbá, dentro do acordo existente entre os dois países. E como o governo imperial protestasse energicamente, Solano López declarou Guerra ao Brasil. Logo depois tropas paraguaias invadiram a província argentina de Corrientes, apesar do governo de Buenos Aires lhe ter negado a passagem dessas forças para atacar o Brasil, através do Rio Grande do Sul. Foi, por igual, declarada guerra à Argentina. Mal-sucedido na ofensiva inicial, pois as tropas paraguaias sob o comando de Estigarribia foram cercadas em Uruguaiana e tiveram de render-se, o Paraguai se entrincheirou no seu território e esperou os acontecimentos. A mobilização das forças brasileiras foi lenta, em decorrência já da imensidão territorial do Império, já pela deficiência dos transportes e linhas de comunicação. Mas, os exércitos aliados empreenderam a campanha investindo contra as forças entrincheiradas de Solano López, que se defenderam com heroísmo. Foram cinco anos de luta em que houve, a princípio, altos e baixos, sendo que em dado momento o Paraguai acreditou que sairia vitorioso, pois que os aliados, depois de um ataque mortífero contra Curupaiti, estiveram desavindos e as doenças e as febres dizimaram suas fileiras. Mas, o Brasil reagiu poderosamente contra o desânimo, e o comando único foi entregue ao general Luís Alves de Lima e Silva, mais tarde Duque de Caxias, soldado experimentado e de considerável valor.”
Inúmeras e célebres batalhas caracterizaram essa guerra como a mais renhida da América do Sul, a que mais tempo durou e mais custou em vidas e recursos materiais: o Paraguai nela perdeu cerca de 500.000 homens; os aliados, quase 100.000.
Finalmente López foi morto num recontro supremo, na Batalha de Cerro Corá, junto do Aquidabã, pelo soldado brasileiro Chico Diabo (1º de março de 1870).
O Paraguai saiu dessa prova despovoado, arruinado, com o seu território diminuído; na presença das tropas de ocupação formou-se um governo provisório, e depois foi proclamada uma nova constituição a 25 de novembro de 1870.
Findara a guerra; “contudo, somente em 1872 firmou o Brasil um Tratado de Paz com o Paraguai, sem qualquer exigência de vantagens territoriais; da mesma forma, a dívida de guerra estipulada no referido tratado, que nunca pôde ser paga pelo exaurido Paraguai, em 1943 foi declarada extinta pelo Governo do Presidente Getúlio Vargas”.
Publicado por SaberMais.info em Novembro 26th, 2007 na categoria História | 1 Comentário »
Demiurgo
O criador dos homens, entre os filósofos platônicos.
A palavra “demiurgo” aparece pela primeira vez na filosofia platônica e designa Deus como organizador supremo do mundo. Contudo é preciso acentuar que o “Timeu”, que refere a obra do demiurgo, é uma exposição simbólica da metafísica platônica.
O termo “demiurgo” reaparece no neoplatonismo, designando, porém, um princípio distinto do Uno e do “Noûs” (Inteligência) e que, sob o nome de “alma universal”, organiza o mundo das criaturas sensíveis.
Publicado por SaberMais.info em Setembro 24th, 2007 na categoria Filosofia | 1 Comentário »
Dedução
A dedução é a operação pela qual o espírito conclui do geral para o particular em virtude das próprias leis que o dirigem.
Repousa sobre o princípio da identidade e da contradição.
Dedução imediata é aquela que reduz ao mínimo, isto é, a dois, o número de termos e de proposições reclamados pelo raciocínio. Tem duas formas: a oposição e a conversão.
A dedução mediata ou dedução propriamente dita faz-se por meio de intermediários. A forma mais breve da dedução mediata é o silogismo.
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Publicado por SaberMais.info em Setembro 19th, 2007 na categoria Filosofia | Comente agora »
Conhecimento
O conhecimento é o objeto da ciência e da filosofia. Escreve o Prof. Nello Andreotti Neto: “A filosofia encontra as causas últimas e a ciência procura as causas imediatas. A ciência procura relações entre as coisas ou fenômenos, a Filosofia busca a essência das coisas. A Física supõe o mundo exterior, a Filosofia pergunta se o mundo exterior não é uma ilusão dos sentidos. A ciência tem objetivo delimitado, a Filosofia é reflexão sobre o todo inclusive sobre as ciências. A ciência comprova as generalizações através da experimentação, as verdades filosóficas não são comprovadas, são argumentadas. Assim, fórmulas matemáticas, as comprovamos a qualquer momento, entretanto, as verdades aristotélicas, somente são aceitas, se aceitamos os argumentos de Aristóteles. Notamos que a Filosofia não é um saber, desde que no mundo moderno a função de conhecimento está preenchida pela ciência, mas é uma reflexão crítica sobre o saber”.
Do ponto de vista filosófico pode-se indagar: qual é o alcance do conhecimento?
Na antiguidade as respostas reduzem-se a três principais: o dogmatismo, o ceticismo e o probabilismo. Na filosofia moderna, o dogmatismo e o ceticismo estão sempre em luta; mas tendo desaparecido o probabilismo antigo, outras teorias tomaram o seu lugar: o relativismo, o criticismo, o positivismo.
Outras vezes, as discussões metafísicas versam principalmente sobre a origem do conhecimento; as soluções diversas e sustentadas sucessivamente agrupam-se segundo a parte dada ou recusada aos elementos a priori, sob estes dois títulos: empirismo ou sensacionismo e racionalismo.
Hoje se reserva o nome de teoria do conhecimento para o ponto de vista metafísico, isto é, o estudo dos problemas que dizem respeito à relação do sujeito e do objeto.
Publicado por SaberMais.info em Setembro 18th, 2007 na categoria Filosofia | Comente agora »
Confucionismo
Filosofia ou religião fundada por Confúcio.
A religião de Confúcio é de senso prático. fugindo completamente do misticismo e dos poderes sobrenaturais.
Fundamenta seu sistema nos deveres recíprocos que devem existir entre os homens: relação de interdependência entre príncipe e sudito, entre pai e filho. Os pais devem exigir respeito e obediência dos filhos e estes dar-se conta do carinho que recebem dos mais velhos. “É necessário que o homem honrado ame seus semelhantes. Ele deve ter benevolência universal”.
Grande importância Confúcio dá à memória dos antepassados, para os quais recomenda respeito e homenagem.
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Publicado por SaberMais.info em Junho 28th, 2007 na categoria Filosofia | Comente agora »
Calor
O calor é uma das formas de energia, ou seja, do trabalho.
Como o trabalho mecânico ou elétrico, uma quantidade de calor pode exprimir-se em quilogrâmetros, pois que se conhece o equivalente do calor em trabalho mecânico. Antigamente, considerava-se o calor como proveniente de um fluido imponderável espalhado na massa dos corpos, fluido que podia entrar ou sair destes corpos sob a influência de certas causas exteriores; explicava-se deste modo o aumento de volume de um corpo cuja temperatura crescia pelo aumento do calórico que continha. Esta hipótese do calórico, sedutora pela sua simplicidade aparente, teve de ser rejeitada por causa das divergências em que estava com a experiência. Leia o resto deste artigo »

